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TEXTOS EM PROSA

Textos pessoais em prosa, citações de livros, letras de músicas, vídeos especialmente de "dance- music", comentários a certo tipo de imprensa etc.

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Hélia Correia - Lillias Fraser

Nos primeiros três  meses de 2007, para quebrar a rotina do dia-a-dia, percorri as freguesias dos concelhos de Setúbal e Palmela, caminhando quatro a cinco horas por dia.
Retomei a mais importante rotina que havia quebrado, no dia quatro de Abril;desde então já vou no meu décimo livro lido, todos eles de autores estrangeiros.
Gostaria de ler também autores portugueses, mas só não o faço porque... dos clássicos já li os muitos livros que me despertam interesse, alguns deles mais do que uma vez;dos contemporâneos li com agrado grande parte dos livos de José Saramago; li também os romances de José Régio que fazem parte da obra inacabada "A Velha Casa"; de Lobo Antunes li um livro, só por obrigação e jurei para nunca mais; de Lídia Jorge li "O Jardim sem Limites", mas não consigo ler mais nenhum; li o romance "Em Casa de Estranhos" de Margarida Brum; "O Delfim" de José Cardoso Pires não consegui terminar a sua leitura; também não cheguei ao fim da leitura do romance de Agustina Bessa Luís "Terras do Risco", e assim por diante...
Escolhi,como décimo primeiro livro deste ano, o romance  "Lillias Fraser" de Hélia Correia, satisfeito com o seu resumo, cujo início é o seguinte: «"Lillias salvou-se da carnificina porque, seis horas antes da batalha, viu o pai morto como ele haveria de morrer mais tarde." A batalha é a de Culloden, na Escócia, em 1746, entre as tropas de William Augustus e Charles Stuart.(...)». Todavia, não me lembrei de folhear o volume para me certificar se se tratava de uma narrativa com ou sem dialogos. Infelizmente é mais um livro que terei de pôr de parte uma vez que praticamente só o narrador fala ao longo de mais de duzentas páginas: quem estudou um pouco de psicologia sabe que o ser humano não tem capacidade parar ouvir com atenção o seu interlocutor durante muito tempo...
Inexplicavelmemte, a escritora, que nasceu em 1949, usa vocábulos e expressões que só se começam a ouvir após a entrada em portugal das novelas brasileiras, quando a autora já era demasiado crescidinha para reaprender a língua materna: perder para em vez de perder a favor de, fundos em vez de traseiras, tanto quanto nos casos em que seria mais aconselhável tanto como*, além do mais em vez de além disso, chamavam de «roly-poly-square» em vez de chamavam «roly-poly-square» etc. O recurso constante a metáforas, poéticas sem dúvida, não compensa de modo nenhum a castração, pela quase ausência de discurso directo, da acção que os acontecimentos que se esforça por narrar têm por natureza...
A autora ultrapassou o problema do espaço limitado comum a quase todos os escritores portugueses, mas sem acção batalhas e terramotos são como águas estagnadas...

* O António tem tanto dinheiro como o Francisco, mas o Francisco faz tanto bem quanto a sua fortuna lhe permite.
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Jacobite

In Britain, a supporter of the royal house of Stuart after the deposition of James II in 1688. They include the Scottish Highlanders, who rose unsuccessfully under Claverhouse in 1689, despite initial victory at the Battle of Killiecrankie; and those who rose in Scotland and northern England in 1715 (the Fifteen) under the leadership of James Edward Stuart, the Old Pretender, and followed his son Charles Edward Stuart in an invasion of England from 1745 to 1746 (the Forty-Five) that reached Derby; see United Kingdom: history 1714–1815, the Jacobite rebellions. After the defeat at Culloden, Jacobitism disappeared as a political force.

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