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TEXTOS EM PROSA

Textos pessoais em prosa, citações de livros, letras de músicas, vídeos especialmente de "dance- music", comentários a certo tipo de imprensa etc.

TEXTOS EM PROSA

Textos pessoais em prosa, citações de livros, letras de músicas, vídeos especialmente de "dance- music", comentários a certo tipo de imprensa etc.

ABSURDOS

Nos últimos tempos tem vindo a enraizar-se na cabeça de muita gente, independentemente do grau de instrução, uma insólita confusão que consiste na não diferenciação entre o uso do infinitivo dos verbos transitivos e o uso dos infinitivos destes verbos acrescidos do pronome reflexo se, como se pode verificar nos exemplos seguintes;

"Na questão do petróleo é uma visão míope adoptar uma óptica curto-prazista e alegrar-se(nos) com preços baixos."
(Neste caso confunde-se o pronome reflexo se com o pronome indefinido se que de qualquer modo só exprime o sujeito indeterminado com verbos intransitivos. Neste caso o sujeito indeterminado só pode ser expresso pela primeira pessoa do plural nós a que corresponde o pronome reflexo nos.)

"As vezes é bom parar um minuto e pensar. Voltar ás origens, deixar tudo para trás, alegrar-se(nos) com as coisas simples da vida. Observar um pássaro a brincar, olhar para os verdes do nosso alentejo , ter uma conversa curta mas agradável com um transeunte e claro, aproveitar este sol."
(Neste caso verifica-se a mesma situação da do anterior)

"Reconhecer as «fraquezas», contar com elas, não impede que trabalhemos, quanto for possível, com toda a alma. Deus é glorificado em nós não pelo que fazemos, mas pelo modo como o fazemos. Por isso, alegrar-se(nos) «nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias», só tem sentido «por amor de Cristo»." ( Aqui o sujeito da oração infinitiva, introduzida por alegrar-se, é indiscutivelmente a segunda pessoa do prural nós à qual corresponde o pronome reflexo nos, e não absurdamente o pronome reflexo se.)

"A fé não é a crença num Jesus mágico e milagreiro, num «Deus ao serviço dos nossos interesses». A fé supõe entregar-se(nos) sem limites Àquele que conhece cada um, mesmo no meio de uma multidão anónima. A fé supõe a coragem de ultrapassar hábitos, preconceitos e costumes que à nossa volta sempre se criam a dizer-nos «já não vale a pena...porque importunas o Mestre...porque hás-de acreditar em Jesus Cristo, para quê a tua fé»."
(Novamente o mesmo absurdo do caso anterior)